Programa "Parceiros do Futuro"

quer mais apoio e voluntários

Criado durante o governo Mário Covas com o propósito de organizar um pacto com a sociedade em geral (iniciativa privada, Ongs, secretarias de Estado e pessoas interessadas), o programa "Parceiros do Futuro" continua em pleno desenvolvimento e procura mais voluntários.

Desde a implantação em agosto de 1999 como projeto sócio-educacional, através do Decreto Estadual nº 44.166, de 12 de maio de 1999, desenvolve ações para promover solidariedade, respeito, participação e convivência social dos jovens e da sua comunidade. Está aberto à participação de quaisquer interessados, que poderão manter contato pelo telefone 0800-173636 e pelo e-mail parceirosdofuturo@bol.com.br.

O objetivo primordial é criar, nas escolas públicas da Rede Estadual de Ensino localizadas em regiões extremamente vulneráveis à violência, núcleos de convivência nas salas de aula, quadras, auditórios e laboratórios de informática, que funcionem nos finais de semana, para:

  • reunir crianças, jovens, suas famílias, moradores do bairro e líderes da comunidade, com a finalidade de estimular a comunidade participante desses núcleos a trabalhar na defesa de suas necessidades e interesses;
  • serem realizadas atividades esportivas, culturais, de lazer e profissionalizantes, tais como cursos de informática, línguas estrangeiras, capoeira, teatro, dança, esportes e jogos em geral;
  • despertar o interesse da comunidade em acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos jovens;
  • estimular a educação integral e a descoberta de jovens talentos da comunidade, por meio da reserva de espaços para que eles possam expressar suas opiniões e desejos, resgatar valores e discutir alternativas e soluções para os problemas que envolvam a sua existência e da comunidade a organizarem-se para tomar decisões e agir com responsabilidade e senso crítico.

O programa, dessa forma, oferece aos jovens das regiões onde está implantado oportunidades para conviver, criar, aprender e divertir-se nos finais de semana.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Educação numa ação conjunta com a FFM (Fundação Faculdade de Medicina) da Universidade de São Paulo, as Secretarias de Estado da Segurança Pública, Emprego e Relações do Trabalho, Meio Ambiente, Cultura e Saúde, o Parceiros do Futuro se fortalece pelas parcerias com empresas privadas, entidades civis e ações de voluntários provenientes das comunidades das escolas participantes, hoje mais de 3.400.

Está implantado em 400 escolas, isto é, 131 na Capital, 129 na Grande São Paulo e 140 do Interior.

Atinge, portanto, 60 municípios divididos da seguinte forma:

37 municípios na Região Metropolitana da Grande São Paulo: Arujá, Biritiba Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Lourenço da Serra, Suzano, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e São Paulo;

9 no Litoral: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente;

14 no Interior: Cajurú, Campinas, Campo Limpo Paulista, Cravinhos Hortolândia, Igaratá, Jacareí, Mairinque, Ribeirão Preto, Santa Branca, São José dos Campos, São Roque, Sorocaba e Sumaré.

As escolas participantes foram selecionadas pela Secretaria de Estado da Educação a partir de indicações da Secretaria de Estado da Segurança Pública, que realizou um mapa das regiões mais violentas do Estado de São Paulo cuja população é desprovida de opções culturais, esportivas e de lazer.

Cada uma foi escolhida com obediência aos seguintes critérios:

Escolas localizadas na periferia, em regiões desprovidas de centros esportivos, culturais e de lazer;

Espaço físico mínimo condizente com as atividades desenvolvidas no Programa;

  • Fácil acesso;
  • Escolas com alunos do ensino médio;
  • Adesão total da direção;
  • Número de alunos superior a 1500.

 

Em cada escola do Programa Parceiros do Futuro, atua uma dupla de monitores educacionais responsáveis em organizar todas as atividades que acontecem no espaço interno. Mediante capacitação feita por uma equipe de profissionais técnicos em desenvolvimento e aperfeiçoamento humano, essas duplas são treinadas constantemente com o objetivo de propiciar o desenvolvimento do processo criativo, espírito de liderança, qualidade na comunicação, construção de parcerias, socialização, ética, primeiros socorros e recreação, entre outras metas.

Além dos monitores educacionais, outros atuam nas escolas, enviados pelas Secretarias que fazem parte do Programa. São elas: Educação, Saúde, Cultura e Meio Ambiente, além da Segurança Pública que envia policiais militares para a segurança preventiva motorizada nas escolas. Todos são responsáveis em desenvolver e coordenar oficinas e cursos com os participantes que freqüentam o Programa, tais como Artes Plásticas, Capoeira, Dança, Canto-Coral, Teatro, Basquetebol, Meio Ambiente, Saúde e Doenças Sexualmente Transmissíveis, que são as prediletas dos participantes.

O maior potencial do Programa, entretanto, está na adesão da comunidade e da sociedade em torno da escola por meio de ações voluntárias. Sem esperar qualquer tipo de remuneração, pessoas se prontificam a dar cursos e organizar oficinas nas escolas, simplesmente pelo desejo de também contribuir para a prevenção da violência e exercer o papel de cidadão consciente. Dessa forma, esses voluntários somam hoje 3.400. Contribuem, por exemplo, com cursos de idiomas, artesanato, recreação infantil, alfabetização de adultos, as mais variadas modalidades de dança, além de colaborar em atividades administrativas.

Essas ações se refletem nos números. Ao longo dos últimos três anos, o Programa recebeu em suas 400 escolas mais de 16 milhões e meio de participantes, na maioria jovens da comunidade, divididos em mais de quinhentas e oitenta mil atividades desenvolvidas, 52% das quais foram realizadas por 3.400 voluntários da própria comunidade.

As atividades esportivas mais comuns praticadas são: futebol, capoeira, futebol de salão, voleibol, handebol, basquete, skate; em uma escola, até esgrima foi ensinada por um voluntário.

As culturais; teatro, vários tipos de dança, coral, fanfarra e grupos de música brasileira que fazem apresentações em escolas, eventos e feiras.

Nas atividades educativas, por exemplo, um voluntário que deu aulas de espanhol, formou um grupo de 300 pessoas. Outros voluntários deram aulas de informática e, graças a essas aulas, algumas pessoas conseguiram o primeiro emprego.

Atividades lúdicas: pebolim, xadrez e dama.

Graças às aulas de culinária e de trabalhos manuais, há pessoas que já estão ajudando no orçamento familiar.

Em todas as escolas, durante o período das atividades, dois policiais militares fazem a segurança dos participantes e muitas vezes integram-se a algumas atividades.

O Programa está sendo muito bem aceito pelas comunidades e por suas lideranças, que se organizam buscando soluções que venham ao encontro dos seus interesses e necessidades.

Os jovens descobrem e exercitam sua criatividade, tornando-se protagonistas do espaço escolar e das atividades. Com a quantidade de conhecimentos e informações educativas, esportivas e de lazer, começam a ter um novo referencial de comportamento e de vida.

Os dirigentes do Parceiros do Futuro esforçam-se para que um número cada vez maior de empresas, instituições, ONG's e voluntários colaborem e invistam nos jovens com seus conhecimentos experiências, informações, com materiais esportivos, lúdicos, para artes gráficas e lanches, ajudando a construir cidadãos e cidadãs.

Por tudo isso, o Programa Parceiros do Futuro está encontrando reconhecimento da importância do seu trabalho em congressos de educação no Brasil e no Exterior. Foi agraciado com Menção Honrosa no Encontro do VIII Congresso Brasileiro sobre a Adolescência, VII Congresso Internacional da Saúde na Adolescência e III Congresso da Associação Brasileira de Adolescência, realizado em maio de 2001 em Salvador.

Com seus planos de ação avançados e parcerias de várias forças do governo e da sociedade civil, é uma iniciativa inédita em todo o mundo. Suas propostas de igualdade, liberdade, solidariedade, participação e convivência oferecem oportunidade para despertar os sentimentos de pertencer, fazer e criar, com alternativas e projetos de vida para os jovens.