A ESTRATÉGIA DO VENCEDOR

Essência da "Arte da Guerra", de Sun Tzu

Sun Tzu escreveu "A Arte da Guerra" há mais de 2.500 anos. Foi filósofo antes de ser general do Exército Imperial chinês e, segundo consta, nunca perdeu uma guerra.

Considerado um dos maiores estrategistas da História, elaborou o tratado sobre a arte de vencer no embate das armas, hoje reconhecido como o mais antigo existente.

No campo civil, lideranças nacionais e empresariais vêm adaptando seus ensinamentos às disputas típicas do mundo globalizado.

Eis, a seguir, uma condensação feita por O JORNAL dos preceitos que permitiam a Sun Tzu antecipar quem sairia vencedor da batalha.

  • Avalie o espaço, o tempo e o sistema de forças que se opõem no teatro de operações.
  • Conheça o teu inimigo como a ti mesmo, mas procure primeiro a verdade sobre as tuas forças.
  • Oculte-lhe o que saibas e o que pretendas.
  • Irrite-o, tornando-o impaciente, exaltado, jactancioso, colérico e, finalmente, precipitado.
  • Inquiete-o, fustigue-o, divida-o.
  • Mostre-lhe somente aparências e simulações.
  • Atraia-o para ciladas com engodos e artimanhas.
  • Cuide de tuas linhas de abastecimento e não te afaste delas em demasia.
  • Preserve a tua cadeia de comando e os teus sistemas de comunicação.
  • Só tome a iniciativa do ataque caso possas mover-te rapidamente e com vantagens onde o oponente não te espere.
  • Faça com que tuas tropas tenham a fluidez da água e, ao atacar, o ímpeto e a velocidade do rompimento de uma represa.
  • Induza o adversário a organizar suas

tropas e tomar posições de maneira a que tais formaturas e posições te sejam úteis para, só então, lançar tuas forças aonde ele esteja dividido ou mais frágil.

  • Evite sitiar cidades e, se precisar fazê-lo, reduza o cerco ao menor tempo possível, assim como evite massacrar as tropas em debandada, mas sem poupar os seus quartéis e cidadelas.
  • Lembre-se de que resulta de prêmios e castigos o condicionamento dos animais, inclusive do homem, mas também de que o desespero faz o rato lutar até a morte quando está acuado e sofrendo, mesmo diante de um inimigo muito maior e poderoso.
  • Estimule entre os teus, tanto as ações convencionais (ortodoxas), como as improvisadas (heterodoxas), fazendo com que umas dêm origem às outras, num círculo vicioso que se tornará indestrutível.
  • Leve as populações a verem em ti um amigo, protetor, aliado ou um mal menor.
  • Não admita ingerência do poder civil nos teus planos e nas tuas manobras.
  • Faça os teus serem os primeiros a entender, com justiça, amor e disciplina, que a mesma mão que afaga é a que castiga.
  • A melhor vitória é a que acontece sem necessidade de combate. Portanto, derrote o teu inimigo, na sua mente, antes da batalha.

Essa é a essência da estratégia vencedora provada e aprovada, desde Sun Tzu, em todas as guerras. Com um pouco de imaginação, percebe-se porque essas regras foram adaptadas e são usadas hoje por grandes conglomerados econômicos internacionais em suas disputas pelo mundo globalizado. E também porque podem ser úteis a qualquer pessoa em determinadas circunstâncias...