FeSTIVAL VAI PRESERVAR

A MEMÓRIA DA IMIGRAÇÃO

Foi transferido para o dia 23 de novembro próximo (domingo) o 2º Festival das Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras que estava marcado para agosto. Dezesseis comunidades – alemã, arábe-síria, armênia, brasileira, chilena, chinesa, colombiana, coreana, espanhola, húngara, italiana, japonesa, judaica, peruana, portuguesa e russa – vão implementar, das 9 às 18 horas, no pátio de estacionamento da Assembléia Legislativa, no Ibirapuera, o projeto que visa resgatar e, ao mesmo tempo, preservar a memória dos imigrantes residentes no País.

O evento folclórico faz parte do programa de atividades culturais e sociais do Conscre – Conselho Estadual Parlamentar das Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras, órgão vinculado à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

A exemplo da 1ª edição do festival, este ano também – ao redor do palco de apresentação – o evento vai proporcionar aos visitantes a possibilidade de apreciar a culinária típica das comunidades participantes, em barracas devidamente identificadas.

Programação

09h00 Abertura

10h00 Cerimônia de Abertura Oficial

11h00 Comunidade portuguesa

Grupo Folclórico da Casa de Portugal – canto e dança

11h25 Comunidade alemã

Jagerneuner – Ungarischer – Dreiburschentanz – danças

12h00 Comunidade judaíca

Grupo de dança da Hebraica

Coral da Wizo

12h15 Comunidade italiana

Clube Espéria – coral

Grupo Folclórico Bella Itália - dança

12h40 Comunidade colombiana

Balé Folclórico Semilla Colombiana – dança

13h05 Comunidade japonesa

Kikuchi e Yosaki Soran – dança

Juliane Nakirimoto - canto

13h30 Comunidade russa

Pout pourri, Suêtit Mieciatz, Rusky Tanhetz – dança

13h55 Comunidade árabe-síria

Dança folclórica – canto e dança

14h20 Comunidade chilena

Grupo Chile Lindo – canto e dança

14h45 Comunidade armênia

Grupo de dança

Coral armênio

15h10 Comunidade coreana

15h35 Comunidade peruana

Daniel Figueroa e Rafael Barreiros – canto

Matices del Peru – dança

16h00 Comunidade chinesa

16h25 Comunidade húngara

Grupo Pantika Sarkantyu

Grupo Zrinyi

16h50 Comunidade espanhola

Grupo de Dança Espanhola do Colégio Miguel de Cervantes

Sociedade Hispano Brasileira de Socorros Mútuos e Instrução,

Lembranza e Agarimo

17h15 Comunidade brasileira

Escola de Samba Camisa Verde e Branco

As apresentações

Alemã – A comunidade alemã vai apresentar três shows de dança: Jagerneuner, dança típica da região norte da Alemanha; Ungarischer Tortanz – Portão húngaro; e a Dreiburschentanz, a dança dos três rapazes.

As danças em trios que envolvem um rapaz e duas moças já são muito antigas. Chegaram

ao nosso conhecimento por volta de 1250. Faz parte das danças de corte, a luta pela conquista que envolve duas rivais. A sua divulgação vem desde a Suécia até o sul da Áustria, recebendo em cada região características próprias.

Árabe-Síria – Coral do Club Homs, com a direção artística do maestro Jayme Guimarães, vai executar o Hino Nacional Sírio e músicas folclóricas da comunidade. A bailarina, coreógrafa e professora de dança árabe, Márcia Camasmie Dib, faz seu solo com dança folclórica árabe-síria. Ela estudou várias modalidades de dança no Brasil (árabe, flamengo, moderno, jazz, afro, clássico), em Nova York (dança do ventre) e em Damasco, Síria (danças folclóricas árabes).

Descendente de sírios, Márcia Dibi procura resgatar e divulgar sua cultura, valorizandoa música e o gestual oriental. Ensina dança árabe nos clubes Homs, Sírio e Monte Líbano, além da escola de danças étnicas Estúdio A&B. Ela pesquisa a arte e a cultura árabe em geral há 18 anos.

Chilena – Chile Lindo, canto e dança. O conjunto folclórico Chile Lindo vai representar aquele país. Trata-se de uma entidade independente, filantrópica, que existe desde 1979, formada por famílias chilenas, cujo objetivo é o de difundir o folclore chilena de suas diferentes regiões: Norte, centro, Araucania, Sul e Ilha de Páscoa.

No dia do evento, o grupo Chile Lindo vai apresentar músicas e danças da região central do Chile, mostrando toda a elegância do Huaso (lê-se Guasso) e a alegria do Ganãn, além da execução de canções como Resfalosssa, Repicao, Tonadas e a dança nacional "La Cueca Chilena".

Colombiana – A Colômbia estará representada pelo balé folclórico "Semilla Colombiana", grupo constituído em 1982 pelo médico Guillermo Hinestrosa Pareja. Durante a década de 80 se destacou por suas apresentações na "Feira dos Imigrantes", realizada anualmente no Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera. Atualmente, a direção artística, musical e os figurinos estão a cargo do Dr. Guillermo e de sua esposa Cleusa Risso e as coreografias são de Osvaldo Tadeu Silva de Carvalho. Durante o 2º Festival de Canto e Dança, do Conscre, a comunidade colombiana vai apresentar três danças: La Custodia (A Custódia), dança religiosa da região andina, em homenagem ao Santíssimo Sacramento; Cienpies (Centopéia), dança típica da Costa Atlântica. O ritmo musical é a Puya, que faz alusão à fauna. Puyar significa "espetar" e esta é a origem dos primeiros passos, os dançarinos espetam o peito com as mãos e levam os dedos indicadores à frente; e La Cumbia, dança característica do Caribe colombiano, é considerada o ritmo representativo do folclore da Colômbia. Surgiu nas reuniões dos escravos e pardos na praia, onde dançavam ao som do tambor. As mulheres acendiam as velas para procurar seu companheiro.

Espanhola – A comunidade espanhola será representada, neste evento, pelo Grupo de Dança Espanhola do Colégio Miguel de Cervantes e pela Sociedade Hispano Brasileira de Socorros Mútuos e Instrução, Lembranza e Agarimo. O primeiro grupo apresenta "Rapsodia Valenciana", "Bulerias" e "Sevillanas"; enquanto o segundo executa "Loliña" (dança), "Marcha do Antigo Reino de Galícia" (música) e "Baile da Ribeira (dança).

Japonesa – Kikuchi e Yosakai Soran são as danças da comunidade japonesa para o 2º Festival das Comunidades. Kikuchi é a dança que conta a saga da imigração japonesa no Brasil, enquanto a Yosaki Soran uma dança moderna, com música tradicional japonesa, que nasceu em 1990, em conseqüência de modernização de duas músicas folclóricas. Tem um ritmo que lembra o carnaval brasileiro. A equipe de Yosaki Soran é formada por jovens do Seinen Bunkyo (grupo de jovens da Associação Brasileira de Cultura Japonesa) e do Higuma-kai Hokkaido.

Além dessas apresentações, a comunidade japonesa leva ao festival a jovem cantora Juliane Nakirimoto, 8 anos, participante em diversos concursos de karaokê e premiada com o 1º lugar na categoria Tibiko C, no último concurso de karaokê do Estado de São Paulo.

Portuguesa – Fundado em 1973 com o objetivo de divulgar a o folclore português ao povo brasileiro e manter vivas as tradições da pátria-mãe junto aos imigrantes (objetivo, mais tarde, estendido ao lusos descendentes e, destes, para seus amigos e próximos brasileiros), o Grupo Folclórico da Casa de Portugal de São Paulo criou um local de integração, onde lusos descendentes ou não bailam lado a lado, com o mesmo entusiasmo de um Vira do Minho, um Fandango do Ribatejo ou um Corridinho do Algarve.

Em seus 29 anos, o Grupo Folclórico, sob direção de Ernesto de Lemos e com o apoio da Casa de Portugal, trabalha na constante busca de seu aprimoramento, seja por meio de novas coreografias, aquisição de trajes autênticos, processo incessante de pesquisas e incansáveis ensaios.

No festival, o Grupo Folclórico da Casa de Portugal vai mostrar as canções "Pauliteiros de Miranda" (da região Trás-os-Montes, Norte de Portugal), "Vira do Alto Minho" (Viana do Castelo, Minho, Portugal) e "Corridinho do Algarve" (Algarce – Sul de Portugal).

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