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Surge a herdeira

MARIA RITA

canta, brilha e domina

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Maria Rita 08.JPG (10244 bytes) Finalmente, alguém para o trono deixado por Elis Regina. Sua filha, Maria Rita Mariano, acaba de lançar o primeiro CD e desponta como a sucessora.

O disco chegou às lojas no dia em que ela completava 26 anos e alcançou sucesso imediato. Carro-chefe das 13 faixas, a música "A Festa", presente especial de Milton Nascimento para Maria Rita, foi a primeira a dominar os programas radiofônicos. Logo depois, aconteceu o êxito das composições de Marcelo Camelo, Rita Lee, Zélia Duncan, Djavan, Lenine e outros que figuram no álbum produzido por Tom Capone.

Dias 15 e 17 últimos, Maria Rita fez "shows" promocionais no Canecão (Rio de Janeiro) e Direct TV Hall (São Paulo). Mas, a turnê oficial começa mesmo nos dias 16, 16 e 17 de outubro no Canecão, seguindo depois para as capitais de diversos Estados.

Aos 16 anos de idade, Maria Rita passou a viver com o pai, pianista César Camargo Mariano, outro expoente da MPB. Ficou com ele em Nova York, onde se formou em comunicação social sem imaginar que algum dia pudesse "soltar a voz", como lhe aconselhava o pai.

"Nunca pedi que ela fosse cantora. Essa tática na família, de deixar as pessoas à vontade para fazer o que quiserem, tem dado certo", disse Mariano à imprensa, no início deste ano, quando lançou CD "Duo". Segundo Mariano, "ela era muito empolgada com a profissão de jornalista" e artisticamente inibida pela possibilidade de tornar-se musa só dos quarentões saudosos de Elis Regina. Por isso, estagiou em palcos durante um ano antes de entrar em estúdio.

"Meu pai foi trabalhar lá. Eu era menor, precisava ir; queria também aprender inglês e pretendia voltar quando chegasse à maioridade", conta a cantora. "Mas não aconteceu. Fui ficando em Manhattan", acrescenta.

Maria Rita formou-se, trabalhou, ganhou bem, foi promovida e poderia ter ficado nos EUA. "Tive oportunidade muito importante para que pudesse entender minha história, a história da minha família, vendo a coisa de fora", diz.

Durante esse tempo, ouviu pouca música brasileira. "Chegava lá quase nada. Caetano, Gil, Marisa Monte. E acontecia muita coisa por aqui de que eu não tinha notícia. Lenine, Chico César, mangue beat - eu não sabia disso. E imagine o meu espanto quando voltei: todo mundo era 'filho de'. Com ou sem mérito, não importa, eram 'filhos de'. O que poderia eu fazer para não ser mais um nome na lista?" É a própria cantora quem revela: "Eu sempre escolhi o caminho mais difícil, desde que fosse o que me permitisse dormir à noite".

Maria Rita poderia ter estreado num jingle publicitário, mas recusou, como também fugiu do repertório da mãe. O seu tem de Lenine (Silêncio das Estrelas) a Jorge Vercilo e Rita Lee (Só de Você). Apresenta balada com sabor caipira do violonista Natan Marques, que tocou com Elis, e canção do pai César Camargo Mariano com letra de Lula Barbosa (O que Fazer de Mim), além de músicas de novos compositores, como o mineiro Renato Motha, e outras já gravadas pelo paulista Renato Braz.

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