O LEITOR

(Esta seção publica informações e opiniões enviadas pelos leitores, sob responsabilidade dos remetentes mesmo quando coincidirem com as de O JORNAL)

"Calotes e outros sucessos"

O professor Francisco J. D. Santana, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), residente em Salvador (francisco.jose.santa@terra.com.br), solicita a publicação de sua opinião. Com o título acima, é a seguinte:

"Quem poderia imaginar que teríamos um presidente tão versátil? Apesar de suas intensas atividades como Presidente da República, Lula agora encontrou um tempinho livre para fazer uns biscates, como cobrador do FMI.

"Não que ele precise de dinheiro. Pois, tem um senhor salário, livre de qualquer despesa, com moradia, alimentação, roupa e tudo mais para ele e sua família. Então, por que essa dinâmica vocação para o trabalho, de Lula, que injustamente é acusado de preguiçoso? É o seu sentimento de justiça. Lula não poderia deixar passar em branco essa atitude desonesta desses boas-vidas argentinos, nossos vizinhos, de passar o calote nos pobrezinhos dos banqueiros do FMI. Afinal os heróicos banqueiros vivem numa vida estressante, jogando em bolsa, lavando dinheiro, provocando falências fraudulentas fomentando guerras, etc., e não podem ser vítimas do calote irresponsável de povinhos subdesenvolvidos que choram de barriga cheia.

"Assim, Lula usou o projeto Caixa Aqui para mandar um recado para os argentinos e para o FMI. Disse Lula: "O pobre não dá calote, o pobre só tem um patrimônio que é seu nome e por isso ele o honra e jamais passa calote".

Isso tranqüilizou os infelizes e atormentados banqueiros e provocou uma pequena alta na bolsa de S. Paulo. Se depender de Lula, os miseráveis brasileiros jamais darão o calote nos banqueiros.

"Quanto a pobre não passar calote não é tão verdade assim, é só perguntar à SERASA. Segundo a sabedoria popular quem dá calote é rico e pobre e quem não dá é a classe média porque é covarde. Mesmo assim, ela já está perdendo a vergonha e criando coragem.

"De quebra, o Marketing feito sobre o Caixa Aqui introduzirá uma significante parcela dos excluídos no mundo mágico das finanças, sem ônus para os bancos privados, pois, quem banca é a VIÚVA. Às vezes a pessoa tem um patrimônio e não sabe usá-lo. Por exemplo, um pobre que tenha as vistas excelentes, pode vender um dos olhos para um infeliz milionário que precise de transplante de córnea e com esse dinheiro jogar na BOLSA (créditos para Nathaniel Gebão). Para que um pobre esnobar dois olhos, dois rins etc., se ele pode vender esse patrimônio improdutivo e entrar no grupo seleto dos aplicadores?

"Ora, dirão alguns, Lula mudou muito depois de eleito. Não é verdade. Mário Garnero lá por 1988, já fazia "altos elogios" a Lula pelo seu empenho em cobrar dívidas de brasileiros para bancos internacionais. Disse Garnero em seu livro: "Curioso que o Presidente do Partido dos Trabalhadores tomasse as dores dos banqueiros internacionais". Essa sua vocação para cobrador a serviço dos banqueiros, portanto, vem de longe.

"Resumindo, Lula numa agilidade surpreendente matou 3 coelhos de uma só cajadada: Passou um pito na Argentina pelo FMI, tranqüilizou o FMI quanto à dívida brasileira e ainda abriu um novo mercado para o mundo fascinante das finanças junto à classe dos excluídos."

"Clipping" só a cada nova edição

O Sr. Anderson Pereira (anderson.pereira@camara.gov.br), assessor do deputado federal Osmar Serraglio (dep.osmarserraglio@camara.gov.br), solicita o envio de "clipping" diário de O JORNAL.

N. da R. – Agradecemos ao Sr. Anderson Pereira pela mensagem e pelo interesse em nosso noticiário. Ocorre, porém, que o "clipping" é distribuído

somente quando acontece cada nova edição para dar idéia do que estiver sendo publicado. E isto - prometemos - continuará a ser feito regularmente. Um "clipping" diário seria repetitivo e desagradaria aos leitores. Longe de nós a pretensão de concorrer com a chamada grande imprensa. Queremos apenas manter um espaço livre na Internet para externar livremente nossa opinião, prestar informações complementares, repercutir assuntos em evidência no momento e acolher matérias produzidas por colaboradores, sempre sob o prisma da vida-liberdade-solidariedade. Nesse sentido, estamos ao seu dispor, assim como do deputado que assessora.

Reprogramação de estudos sobre O Capital, de Marx

O Sr. Marcos Cassin (mcassin@unimep.br ) comunica que o Grupo de Estudos sobre O Capital, de Karl Marx, reprogramou suas atividades depois da greve na UNICAMP. A nova agenda abrange todo o segundo semestre deste ano.

O local das reuniões continua sendo IFCH-UNICAMP, às 17h30, sob a coordenação do prof. Hector Benoit, do Centro de Estudos Marxistas (Cemarx) da UNICAMP.

Na parte correspondente ao Livro I da obra, o Grupo estabeleceu o seguinte:

  • dia 17/09 – Foi feita recapitulação e a leitura do capítulo V até a página 154
  • 01/10 – Houve rememoração do Capítulo V , item 2, "Processo de valorização", da página 155 à 163
  • 15/10 – Transição para o Capítulo XXII e leitura do item 1, páginas 163-169
  • 19/10 – Leitura do Capítulo XXIV – segunda parte, assim como discussão e balanço da continuidade do Grupo de Estudos O capital
  • 29/10 – Leitura do Capítulo XXIV - primeira parte

O Cemarx da Unicamp comunicou também que, no transcorrer deste mês, haverá o Ciclo Marx (marxismo em 12 lições) no Auditório da Biblioteca "Mário de Andrade", à Rua da Consolação, 94, São Paulo, telefone 3241-3459, com entrada franca e transmissão pelo "site" www.bibliotecamultimidia.org.br. Trata-se de promoção do Colégio de São Paulo e da Secretaria Municipal de Cultura. Eis o programa, com horário marcado para 19h30:

PRIMEIRA UNIDADE

1. Marx e a história. Jorge Grespan, 07/10

2. Marx e a política. Armando Boito Jr., 08/10

3. Marx e a economia. Leda Paulani, 09/10

4. Marx e a ideologia. Caio Navarro de Toledo,14/10

5. Marx e a filosofia. Paulo Eduardo Arantes, 15/10

6. Marx e a prática. Duarte Pereira,16/10

SEGUNDA UNIDADE

7. O marxismo da Escola de Frankfurt. Jorge de Almeida, 20/10

8. O marxismo de Rosa de Luxemburgo. Isabel Loureiro, 21/10

9. O marxismo de Gramsci. Marcos Del Roio, 27/10

10. O marxismo de Althusser. Décio Saes, 28/10

11. O marxismo de Lênin. João Quartim de Moraes, 29/10

12. O marxismo e a experiência socialista. Eleutério Prado, 30/10

Mensagem para O JORNAL

Volta à 1.ª página