Enquanto alguns parlamentares do PT e seus aliados do PMDB se mostram insensíveis aos apelos populares para que desistam de impor o chamado Estatuto do Desarmamento, os bandidos incumbem-se de deixar esses políticos numa posição ridícula. Ou seja: demonstram, na prática, que estão se lixando para eles, a lei e a segurança pública. Agora, o crime organizado em "partidos" - como se autodenominam o PCC e o Comando Vermelho - resolveu caçar policiais, numa inversão total de valores.

Os atentados e emboscadas sistemáticos pareciam restritos às proximidades das favelas cariocas, onde impera a Ong "Viva Rio". Mas, agora, se estenderam ao Estado de São Paulo, onde somente no primeiro fim de semana de novembro, dez bases da Polícia Militar e uma da Guarda Civil Metropolitana foram alvos de ataques à bala. Dois PMs morreram e sete pessoas ficaram feridas (cinco policiais e dois guardas civis). E ninguém foi preso durante os atentados.

Na primeira ação, domingo, um bando disparou dezenas de vezes contra uma base móvel da PM na rua Paim, na Bela Vista, centro da Capital. Um soldado foi ferido na mão, braços e pernas.

Depois, em Santo André, ABC paulista, dois homens lançaram do interior de uma Parati  uma granada contra um carro da PM que fazia ronda na avenida Industrial. O artefato bateu no colo de um policial, pulou para o interior do porta-luvas que estava aberto e falhou.

Outro ataque ocorreu por volta das 20 horas em uma base comunitária da Guarda Civil Metropolitana, em Sapopemba, zona leste. Os disparos feitos por dois homens que estavam em um carro atingiram um PM e dois guardas.

Uma hora mais tarde, em Perus, na zona norte, foi a vez de uma base comunitária da Polícia Militar. Pelo menos dois 

homens dispararam rajadas de metralhadora. Mataram um sargento e feriram um soldado gravemente.

Pouco depois, também na zona norte,  um cabo foi morto e um soldado ficou ferido no bairro do Tremembé. Outros ataques aconteceram na zona leste.

No Guarujá, litoral de São Paulo, dois homens em uma moto atiraram contra um posto da polícia. Um policial foi ferido gravemente.

Em São Vicente, também no litoral, uma base móvel da PM foi alvejada com tiros de fuzil e metralhadora.

Mas, para os defensores do Estatuto do Desarmamento, parece evidente que os criminosos seguirão o exemplo dos cidadãos de bem, quando o projeto for aprovado. Irão requerer autorização de porte arma à Polícia ou entregarão seus arsenais às autoridades, caso não estejam legalizados.

Manifestação contra Estatuto em Curitiba

Várias entidades de defesa da cidadania e da vida programaram para o dia 8 próximo, às 9 horas, em Curitiba/PR, mais uma manifestação popular contra o chamado Estatuto do Desarmamento. Será na Praça Rui Barbosa, onde haverá distribuição de panfletos, jornais, adesivos e "bottons".

Provavelmente, a Rede Globo e o SBT não darão notícia sobre o evento, a não ser que seja para acusar irresponsavelmente seus organizadores de pertencerem a algum "lobby" da indústria de armas.

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