Prezado Senhor

A Associação dos Sobreviventes do Nazismo – Sherit Hapleitá do Brasil expressa seu protesto pelo seu unilateral posicionamento anti-israelense e pró-árabe, ignorando os verdadeiros motivos que conduziram a esta lamentável situação, que teve inicio logo após a fundação do Estado de Israel pela Assembléia Geral da ONU, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha.

Em maio de 1948, quando a tinta ainda não havia secado no pergaminho da Independência de Israel encabeçado pela assinatura de David Ben Gurion, cinco exércitos árabes – Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque – atacaram por terra, mar e ar o novo Estado com o objetivo de jogar os judeus ao mar. Os israelenses se defenderam e venceram. Como resultado de todas as guerras, também  havia então refugiados, salientando-se que não foram só árabes, mas também judeus os expulsos dos paises árabes. Enquanto esses árabes foram confinados em campos pelos seus "irmãos", sem lhes outorgar cidadania, os judeus foram absorvidos por Israel com plenos direitos. Devemos salientar que a quantidade de refugiados judeus era eqüivalente à de árabes que deixaram a Palestina.

Os árabes, em vez de resolver os problemas pendentes na mesa de negociações, recusaram-se a reconhecer Israel iniciando novas guerras (1956, 1967 e 1973), todas com a intenção de riscar Israel do mapa e promover um novo Holocausto. A única  culpa do Estado de Israel foi de vencer

também essas guerras, conquistando consequentemente territórios inimigos.

Como boa vontade de Israel podemos citar o tratado de paz com o Egito que, em troca da assinatura do presidente Anuar Sadat, devolveu ao seu país todos territórios conquistados em 1967, inclusive poços de petróleo descobertos pelos israelenses.

Em sua parcialidade, V. S. ignora a disposição do ex-primeiro ministro de Israel, Ehud Barak, em conceder praticamente todas as exigências referentes aos territórios palestinos. A disposição de Barak em aceitar e reconhecer o Estado Palestino foi recusada por Arafat e respondida com ataques suicidas contra a população civil israelense, matando a esmo mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

No que se refere ao muro, este não está sendo erguido para isolar os palestinos, mas sim para dificultar a infiltração dos terroristas. A quem importa esta divisão são os próprios palestinos que consideram Israel como parte do seu futuro Estado.

(a) Ben Abraham, coordenador-geral da Sherit Hapleitá do Brasil e vice-presidente da Associação Mundial dos Sobreviventes do Nazismo

Mensagem para O JORNAL

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