O Poder Judiciário ocupa a penúltima posição no quesito "confiança total" de uma pesquisa realizada pela Toledo & Associados e divulgada em Brasília, dia 10 último, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Entre as sete instituições pesquisadas, o Judiciário perde apenas para o Congresso Nacional, o último colocado em matéria de credibilidade popular.

Segundo a OAB, a pesquisa objetivou aferir a confiança nas instituições brasileiras. Apenas 6,5% dos entrevistados disseram confiar totalmente no Congresso. No Judiciário, apenas 12% disseram acreditar totalmente; 26,7% confiam apenas em parte; 23% desconfiam totalmente; 14,6% desconfiam em parte; e 8,2% não confiam nem desconfiam.
A Igreja é a instituição que tem a maior credibilidade, de acordo com os resultados: 46,8% confiam totalmente na instituição. Em
segundo lugar vem a Presidência da República, com 21,4% de

confiança total. A advocacia tem a confiança total de 14,9% dos entrevistados.
Os problemas apontados como responsáveis pelos entrevistados para a baixa credibilidade do Judiciário foram o envolvimento de juízes em escândalos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Eles aparecem em 35% das respostas, seguidos pela acusação de que o Judiciário privilegiaria os ricos (17%). Outros 9% atribuem a nota baixa à morosidade do Judiciário.
A pesquisa foi feita em 16 capitais brasileiras e ouviu pessoas das classes A, B, C e D nos meses de setembro e outubro. Segundo o diretor-geral da Toledo & Associados, Francisco José de Toledo, que apresentou os números na abertura da reunião do Conselho Federal da OAB, o Judiciário teria nota ainda pior se a pesquisa fosse feita nas últimas duas semanas, depois de vir à tona o envolvimento de juízes com venda de sentença em São Paulo.

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