O domínio da Central Comunista sobre seus núcleos é tão grande que, às vezes estes se deixam sacrificar em benefício do comunismo internacional, da mesma maneira que um pelotão do Exército resiste, até o fim, às forças superiores do inimigo, para o benefício do resto da tropa.

O partido, muitas vezes, altera sua estratégia de acordo com as circunstâncias, inclusive sob a máscara da democracia.

Segundo as diretrizes, os objetivos podem ser alcançados pelos seguintes meios: luta de classes; revoluções nos Estados não-comunistas; guerrilhas, desestabilização da ordem através de atos terroristas ou – o que é mais perigoso – a conquista do poder através de eleições livres. Conseguindo seu objetivo, todos os adversários serão eliminados. Cuba é o melhor exemplo.

Não podemos e não devemos nos descuidar. Um comunista autêntico obedece cegamente às ordens, é capaz de oferecer a vida em prol da doutrina, como antigamente os primeiros cristãos faziam em nome da fé. Ele acredita que está salvando a humanidade. Para ele, comunismo é religião; o partido, a sua igreja; os livros de Marx e Engels são a Bíblia; Lenin seu profeta e Fidel Castro seu exemplo. Esse sujeito, em seu fanatismo, não percebe que está fazendo o jogo dos dirigentes comunistas, para os quais o comunismo e o partido são instrumentos que permitem satisfazer as ambições pessoais.

A doutrinação dos comunistas é baseada em fatos científicos. Faz com que o indivíduo creia que trabalha em benefício de todos. Justifica os meios para alcançar seus objetivos, inclusive a traição à própria pátria. Do seu ponto de vista, qualquer método empregado é legal. Não vacila em executar atos terroristas e, sem remorsos, se transforma em homicida. Esse tipo só é encontrado nos países não-comunistas, pois basta viver como cidadão comum em Cuba ou ter morado antigamente na União Soviética ou países sob sua influência, para ser curado definitivamente desse mal.

Quando o Partido Comunista chega ao poder, os acordos internacionais são considerados por eles como instrumentos convenientes que, quando lhes convêm, podem ser desrespeitados e rompidos. Quando necessário eles distorcem a história, modificando-a. Assim, logo após o término da II Guerra Mundial, Stalin atribuiu o conflito, não a Hitler ou aos nazistas, mas sim aos interesses do capitalismo internacional. Omitiu, porém, que ele próprio fora arquiteto do confronto, quando, ao assinar com a Alemanha, em 23 de agosto de 1939, um tratado de não-agressão, dera a Hitler sinal verde para invadir a Polônia.

(*) Ben Abraham é jornalista, escritor, coordenador-geral da Sherit Hapleitá do Brasil e vice-presidente da Associação Mundial dos Sobreviventes do Nazismo.

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