25 de março será o Dia da

Comunidade Árabe em SP

Para comemorar a data de 25 de março, tradicionalmente ligada à comunidade de origem árabe em São Paulo, o Clube Homs homenageou personalidades e autoridades em sessão solene no seu salão-auditório. Durante a cerimônia, foi anunciado que o deputado estadual Romeu Tuma Jr. (PPS) havia apresentado, na véspera, projeto de lei para instituir o "Dia da Comunidade Árabe", a ser comemorado anualmente a 25 de março, como parte do Calendário Oficial do Estado de São Paulo.

As homenagens foram dirigidas ao general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, prof. Emir Simão Sader, prof. Aziz Nacib Ab’sáber, dr. Paulo Antônio Skaf, dr. Fernando Capez, prof. Oswaldo Mário Serra Truzzi, prof. Cláudio Zaki Dib, jornalista Salomão Esper, jornalista Paulo Daniel Farah e dr. George Schahin. Coube aos Srs. João Farah, presidente do Conselho Deliberativo, Sérgio Zahr, presidente da Diretoria, e Rezkalla Tuma, presidente do Conselho de Orientação do Clube Homs, saudar os homenageados.

Dia da Comunidade

Na justificativa de seu projeto, que já passou pelas principais comissões da Assembléia Legislativa paulista, o dep. Romeu Tuma Jr. lembra que, "no início do século 20, os relatos do sucesso econômico do Brasil e, principalmente, a instabilidade política do Império Otomano intensificou a imigração árabe em nosso País." E

prossegue: "Outra leva importante chegou após o término da Segunda Guerra. Os povos árabes emigraram, basicamente, por motivos religiosos e por motivos econômico-sociais ligados à estrutura agrária dos países de origem. A maioria dos imigrantes árabes veio para São Paulo, um menor número foi para o Rio de Janeiro e Minas Gerais; poucos foram para o Rio Grande do Sul e Bahia."

"Até 1920 – escreveu o parlamentar - mais de 58.000 imigrantes árabes haviam entrado no Brasil, sendo que o Estado de São Paulo recebeu 40% deste total. Desembarcados no Rio ou em Santos, a opção de trabalho das primeiras levas de imigrantes foi o comércio. Na cidade de São Paulo, na década de 30, eles se concentravam nos Distritos da Sé e Santa Efigênia, ou seja, entre as ruas 25 de Março, da Cantareira e Avenida do Estado.

"A mascateação se tornou uma marca registrada da imigração árabe. Nessa atividade, eles introduziram inovações que, hoje, são vistas como traços marcantes do comércio popular, como a redefinição das condições de lucro, a introdução das práticas da alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, bem como das promoções e das liquidações. A Rua 25 de Março, que nas primeiras décadas do século passado abrigou o comércio de aviamentos hoje é conhecida como o maior "shopping" a céu aberto da América Latina.

"Nas últimas décadas, a contribuição cultural dos árabes tem sido mais lembrada pela culinária, embora haja outros campos como o da indústria, da literatura, do cinema, do direito, da medicina, da universidade, entre outros, em que sua presença é marcante."

Mensagem para O JORNAL

Volta à 1.ª página