Conjuntivite se alastra no

Rio e preocupa paulistas

Em março último, aumentaram em 68% os casos de conjuntivite no Rio de Janeiro - 471 pessoas acometidas pela doença, contra 279 da última semana de fevereiro - e deixou em estado de alerta os médicos paulistas, que temem o avanço da moléstia também em São Paulo.

"A propagação da doença em ambientes fechados, como escritórios, escolas, cinemas e transportes coletivos é muito fácil e rápida. Isso explica a crescente disseminação da conjuntivite - que tende a se agravar nos dias mais frios", diz Renato Neves, médico oftalmologista e diretor da rede de clínicas Eye Care. Segundo o médico, a população precisa ser esclarecida sobre os cuidados necessários para prevenir e tratar a conjuntivite.

"Existem cinco tipos mais comuns da doença: a conjuntivite viral, a bacteriana, a alérgica, a tóxica e a química. A epidemia atual é do tipo viral, que pode provocar pontos de hemorragia, lacrimejamento constante e sensação de um corpo estranho na vista. É muito importante a consulta com um médico para se ter a certeza de que não é algum outro tipo da doença. Casos graves de conjuntivite adenoviral, por exemplo,

podem evoluir para a formação de cicatrizes na córnea, baixando a visão do paciente".

Neves aponta as principais medidas para prevenir a doença. A pessoa contaminada deve se afastar por 7 a 10 dias do convívio social, tanto da escola, quanto do trabalho; o ar-condicionado é um agente multiplicador da doença; pessoas saudáveis devem evitar ambientes fechados, onde o vírus é transmitido mais facilmente; em casa ou no trabalho, é importante limpar com álcool os objetos de uso comum; toalhas de rosto e fronhas devem ser trocadas diariamente; o paciente deve fazer uso exclusivo desse tipo de material; lavar as mãos e o rosto várias vezes ao dia também é medida obrigatória; evitar a automedicação.

Alguns colírios à base de cortisona podem agravar ainda mais o quadro caso não sejam prescritos por um médico. Visitar um oftalmologista assim que começar a sentir que a vista está embaçando, lacrimejando ou ficando avermelhada.

Mais informações podem ser obtidas com a jornalista Gabriela Naves através de gabi@gabrielanavesassessoria.com.br e gabrielanaves@hotmail.com ou pelos telefones (11) 3501-6832/8129-3007.

Mensagem para O JORNAL

Volta à 1.ª página