Computador2.gif (31302 bytes)

Interneteando

Sérgio Quintella da Rocha

serginhoqr@uol.com.br

Namoro na TV do ano 2000.

Espaço virtual. Era da informática. Internet. Comunicação de massa. Agilidade cibernética. Rede mundial de computadores. Linguagem digital. Crime eletrônico. Downloads. Uploads. Nada de novidade, certo?

Em meio a um "mundo" de definições digitais, e ainda na onda da Interneteando passada, na qual falamos na linguagem utilizada pelos jovens internautas, abordaremos um assunto que segue a mesma linha: até que ponto a interatividade facilita a vida de quem navega na Internet, sobretudo na relação interpessoal?

Se levarmos em conta a comodidade, a rapidez, a qualidade com que a mensagem chega ao receptor etc., podemos colocar um ponto final na história e continuarmos levando nossas vidinhas. Entretanto, se abordarmos um outro aspecto - o da falta de contato físico entre as pessoas- o tema não pára por aí, não.

Na Interneteando passada, escrevi que entrei numa dessas salas de bate-papo, apenas para analisar a linguagem que os internautas utilizam. O resultado foi péssimo e minha comunicação, quase nula. Pensando no tema, percebi, ou melhor, repensei, como as pessoas vivem sem o contato físico, sem o "olho no olho".

O tema não é novo, eu sei. Contudo, após várias e

várias reportagens que abordam o quão distante ficaram as pessoas ultimamente, tenho percebido que as coisas continuam na mesma. Tanto é que sites que promovem encontros, como o Almas Gêmeas, do Portal Terra (www.terra.com.br/almagemeas), batem recordes de visitação e cadastro. Em suma: as pessoas estão (ainda) preferindo o contato virtual. E se esquecem daquele velho sentimento de "friozinho na barriga" do primeiro contato.

Este seria um bom assunto para um psicólogo, que poderia abordar vários aspectos, como timidez, confiabilidade, medo etc. Não é o meu caso, que vê apenas um ponto de fuga nessa história toda.

Concordo com quem fale que, depois do contato via computador, as pessoas vão se conhecer. Mas não é a mesma coisa, eu garanto. E podem haver nisso tudo vários sentimentos, como frustração, raiva, medo, vontade de sair correndo etc.

SITE DO MÊS

www.trash80s.com.br

Quem não se lembra dos hits dos anos 80? Aqueles.... bregas... como Menudo, Polegar e Sidney Magal. Pois a Trash, uma balada descolada, que fica no mezanino do velho Hotel Caravaggio, no centro de São Paulo, montou sua rádio on-line. Lá, é possível escutar todas aquelas velharias de duas décadas atrás.

Mensagem para O JORNAL

Volta à 1.ª página