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INTERNETEANDO

Sérgio Quintella da Rocha
serginhoqr@uol.com.br

NÃO É SÓ VER PARA CRER

Winnie Cooper casou-se com Kevin Arnold. Paul Pfifer e Marlyn Manson são a mesma pessoa. Para quem não se lembra, esses personagens são da série americana Anos Incríveis (The Wonder Years, em inglês), cujo episódio final ocorreu há mais de uma década.

O seriado mostrou o crescimento de Kevin Arnold (Fred Savage), que viveu a adolescência em meio a grandes mudanças sociais durante o fim dos anos 60 e começo dos 70. Sem contar, claro, seu amor a Winnie Cooper (Danica McKellar).

Até aí, tudo bem. Só que, na Internet, tudo é possível. Pesquisando sobre o seriado em sites de busca, encontrei várias páginas sobre o tema. Em algumas delas, a história do episódio final foi modificada. Aos que não se lembram (ou não sabem), Kevin não ficou com Winnie. E Paul Pfeiffer (Josh Saviano) não é o cantor Marlyn Manson.

Esse é o ponto em que eu quero chegar. Na Rede, qualquer um escreve o que bem entende. Isso não dá pra evitar. E nem questionar, principalmente tratando-se de páginas não comerciais.

Na escola

Nas salas acadêmicas, os professores falam e repetem sempre a mesma coisa: dizem que não vão aceitar cópias de textos retirados na internet. São dois pontos a serem analisados. Primeiro, o fato de o aluno não pensar; segundo, nem sempre o que está escrito ali está certo.

Com relação à imprensa, a história é outra. Quem não se lembra do caso Jason Blair? É, aquele jornalista do mais importante jornal do mundo, o New York Times, que, descaradamente e durante muito tempo, fraudou suas reportagens, colocando em xeque a qualidade crível do diário e mandando para a rua boa parte de sua direção. Na Internet, a credibilidade, embora seja fundamental, não é confiável.

INTERNET RÁPIDA

O Brasil está descobrindo as facilidades de uma conexão rápida em casa.

A Banda Larga continua crescendo. Mesmo custando caro para os padrões do País, o serviço aumentou, em apenas seis meses, 173% , segundo uma pesquisa. Hoje, 4,3 milhões de internautas têm acesso rápido, contra 1,5 milhão no ano passado. Somando com as conexões discadas, mais de 20 milhões de brasileiros têm acesso à rede mundial de computadores. Muito  pouco em relação à população de quase 180 milhões de pessoas.

Por aqui, os serviços de internet rápida tendem a se expandir ainda mais. As operadoras estão criando serviços mais em conta, com qualidade inferior, mas que são úteis para os novos internautas ou para quem usa pouco a internet. Como se fosse um carro 1.0. A Telefônica, por exemplo, oferece o "Speedy" (www.speedy.com.br) por 50 reais mensais (fora o provedor), mas com limitação de downloads e uploads. A NET, com seu "Vírtua" (www.virtua.com.br) não cobra o cable modem e reduziu um pouco o preço.

Napster dos anos 2000

Em todo o mundo, os campeões de visitas são as páginas de conteúdo adulto, seguidas por procura de músicas e filmes. Estes últimos, aliás, podem se transformar no vilão da vez, já que a disponibilização de vídeos na internet promete criar novas brigas judiciais entre as grandes empresas e os usuários comuns, a exemplo do que aconteceu com o Napster e seus descendentes.

Este é um assunto que vem desde o tempo do videocassete, com as empresas do ramo reclamando da gravação de filmes e programas da TV. Depois, ficou acertado que a gravação caseira (não comercial) estava liberada. Com o MP3, a história foi diferente, já que as gravadoras não deram (e continuam a não dar) trégua na sua reivindicação de cobrar por músicas baixadas. Com os vídeos, novas batalhas judiciais vão acontecer. Até aparecer outro formato.

VEJA O SITE

www.paparazzo.com.br

Já que falamos que o conteúdo adulto é o campeão de visitas, por que não darmos uma boa dica? A página é da Globo.com e traz ensaios sensuais com as principais figuras globais. Neste mês, o destaque é para Ana de Biase, a salva-vidas do Caldeirão do Huck.

 

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