Grupo Guararapes lança manifesto e denuncia revolução

Militares apontam violência em marcha no setor rural

O Grupo Guararapes, entidade fundada em Fortaleza (Ceará) por 704 militares e civis, entre os quais 24 oficiais generais, 236 oficiais superiores e 43 capitães e tenentes, lançou manifesto sob o título “A Revolução Agrária em Marcha”. O documento tem o seguinte teor:

“O Grupo Guararapes tem chamado a atenção e manifestado suas apreensões quanto à grave situação de instabilidade social em marcha no País. Não é de hoje que estamos enviando às autoridades informações gravíssimas da atuação do MST, que prepara para uma revolução social, inclusive com guerrilha no campo. Tempos atrás enviamos documentos em espanhol sobre a formação do homem para a luta no campo. E protestamos quando o governo passado estadual do RS recebeu, oficialmente, representantes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

“Agora, a revista VEJA, de 08.09.04, em reportagem de extrema gravidade, mostra que temos no Brasil uma estratégia de formação marxista em pleno funcionamento, em escolas em maioria do próprio Governo, preparando a luta armada para dentro de pouco tempo. São 160.000 jovens e meninos sendo educados na filosofia marxista. Os heróis louvados nas nossas escolas são KARL MARX, HO CHI MINH, CHE GUEVARA, FIDEL e outros. A saudação é a mão fechada, gesto do comunismo internacional. Quando nas escolas se pretende destruir o passado da Nação Brasileira, vem o Presidente da República dizer de público que não temos heróis. Faz ele parte da ideologia que destrói o nosso passado, pois aceita, e prestigia, dentro do Palácio, a fina flor do comunismo gramscista?

“O pior de tudo é que é o governo quem financia toda esta desgraça que se aproxima. O Ministro da Reforma Agrária foi lá colocado para desenvolver a luta de classe no campo. Estão trabalhando para dividir a Nação como dividida se encontram a Colômbia e a Venezuela; e agora, com a provável derrota dos comunistas do PT em SÃO PAULO – em FORTALEZA, RIO DE JANEIRO e outras cidades importantes do País, irão agir com mais recursos e ousadia, pois temem a derrota em 2006.

“Assim cantam os sem-terra: ‘... que chore o latifundiário / para sorrir os filhos de quem colhe o pão / E a luta pela reforma agrária até gente pára / se tiver, enfim, coragem a burguesia agrária / de ensinar seus filhos a comer capim / Burgueses não pegam na enxada / Burgueses não plantam feijão e nem se preocupam com nada / Arrasam aos poucos a nação’.

“O Grupo Guararapes só espera que a Constituição Federal seja cumprida. Diz o artigo 5.º em seu número XVII: ”É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. O MST é associação armada paramilitar que ameaça o brasileiro a comer capim.

“Será que nós, Forças Armadas, iremos aceitar que brasileiros comam capim? Alguns militares têm pais que são possuidores de propriedades agrárias. Seus  filhos irão comer capim?

“Pensamos que não. Ainda há homens que vestem farda e  dentro dela guardam a honra!”

 

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