Lista dos EUA põe Brasil entre os países do tráfico

WASHINGTON (Especial para O JORNAL) - O Brasil está incluído entre os 22 países considerados pelo governo dos EUA como os maiores produtores de drogas ilícitas ou as mais ativas rotas do narcotráfico. Essa é uma das conclusões do relatório anual que o presidente George W. Bush submeteu ao Congresso estadunidense, há dias, com indicação das nações que se evidenciaram pela ausência de "esforços substanciais" para aderir às leis internacionais antitráfico e de medidas de repressão a esse crime em conformidade com a legislação norte-americana. O documento foi levado aos congressistas pelo Secretário de Estado, Colin L. Powell.

Como nos anos anteriores, a certificação presidencial levou em consideração o desempenho de cada nação em áreas como redução do cultivo clandestino, interdição, cooperação policial repressiva, extradição de narcotraficantes e adoção de medidas legais para prevenir e punir a corrupção no setor público que facilita ou impede o combate a crimes relacionados ao tráfico. 

Bush considerou também os esforços nacionais para paralisar a produção e exportação das drogas 

ilícitas, bem como para reduzir a demanda doméstica.

Desta vez, o documento anual aponta, por ordem alfabética, os seguintes países em tal situação: Afeganistão, Bahamas, Bolívia, Brasil, Burma, China, Colômbia, Equador, Guatemala, Haiti, Índia, Jamaica, Laos, México, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Venezuela e Vietnã.

Bush retirou a Tailândia da lista por considerar que, nela, nos 12 meses anteriores, o cultivo de papoula para produção de ópio ficou abaixo dos níveis especificados no Ato de Autorização para Relações Exteriores. Além disso, nenhum laboratório para processar heroína foi achado em território tailandês durante vários anos. O país deixou de ser ainda uma fonte direta significativa de narcóticos ilícitos, drogas psicotrópicas ou outras substâncias controladas, nem o seu território é considerado como rota de tráfico para os EUA.

A maior parte das drogas que entram nos Estados Unidos procede da América do Sul e do México, segundo o relatório que, por imposição legal, afeta todo o programa de ajuda dos EUA a países estrangeiros.

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